Polícia da Noruega admite erros durante massacre de extremista

Relatório considera lenta a resposta policial ao duplo ataque que deixou 77 mortos no país no ano passado

iG São Paulo |

A polícia da Noruega admitiu pela primeira vez nesta quinta-feira ter cometido erros durante o massacre que deixou 77 mortos no país no ano passado. Um relatório de avaliação interna concluiu que os policiais demoraram a responder ao ataque a tiros na Ilha de Utoya , onde 69 das vítimas foram mortas.

O relatório também admite erros na comunicação entre os diferentes setores policiais e com outras autoridades, além de outros problemas como o excesso de passageiros em uma lancha que levava uma equipe das forças especiais até a ilha. A embarcação naufragou no meio do caminho, obrigando as autoridades a usarem um barco particular.

Leia também: Extremista norueguês é indiciado por terrorismo

AP
Anders Behring Breivik é visto durante audiência em Oslo (06/02)

“Me arrependo de não termos prendido o suspeito mais cedo”, afirmou o diretor da polícia de Olso, Oeystein Maeland. “Poderíamos ter sido mais rápidos? Sim. Se o barco não tivesse excesso de carga, teríamos chegado mais rápido. Nunca saberemos se o resultado teria sido melhor, mas é possível. E é duro pensar que vidas poderiam ter sido salvas.”

Até agora, a polícia norueguesa tinha evitado admitir erros na resposta ao duplo ataque.

Na época, houve críticas à decisão de não usar um helicóptero e ao fato de uma equipe policial que estava de férias só ter sido chamada após a prisão do extremista Anders Behring Breivik , que assumiu responsabilidade pelo massacre.

Breivik foi indiciado em 7 de março sob o parágrafo da legislação antiterror da Noruega que se refere a atos de violência com o intuito de atingir instituições do governo ou semear medo entre a população.

Apesar de ter reivindicado a autoria do crime, Breivik rejeita a responsabilidade penal pelo massacre, afirmando que ele era "necessário" para salvar a Noruega e a Europa dos muçulmanos e do multiculturalismo.

No ano passado, psiquiatras entregaram à Justiça um relatório no qual afirmaram que Breivik é insano e estava “psicótico” quando cometeu os ataques. Em janeiro, porém, um tribunal da Noruega pediu uma nova avaliação do extremista.

Oito pessoas morreram na explosão no centro de Oslo e as demais pela ação de Breivik em Utoya, onde atirou contra participantes do acampamento anual do Partido Trabalhista, atualmente no governo.

Segundo a promotora Inga Bejer, 34 das vítimas em Utoya tinham entre 14 e 17 anos. Ela disse que 67 das vítimas morreram por causa de ferimentos causados pelos tiros, e outras duas não resistiram aos ferimentos ou acabaram se afogando. Além disso, outras 33 foram feridas, mas sobreviveram.

Com AP e EFE

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