A polícia da Nigéria informou nesta quinta-feira que o líder do grupo extremista islâmico Boko Haram, Mohammed Yusuf, foi morto após ter sido capturado. Há dias Yusuf e seus seguidores enfrentavam as forças de segurança nigerianas em Maiduguri, no Estado de Borno, norte do país.

Dezenas de pessoas morreram nos confrontos.

As circunstâncias da suposta morte do líder ainda não estão claras. Segundo um repórter do serviço hauçá (uma das línguas faladas na Nigéria) da BBC, a televisão nigeriana mostrou imagens de Yusuf cravejado por balas.

Na noite da quarta-feira, as forças de segurança nigerianas haviam lançado um ataque contra uma mesquita e a casa de Yusuf em Maiduguri, que funcionava como uma espécie de quartel-general do grupo.

A ofensiva deixou dezenas de militantes mortos. Alguns dos rebeldes, entre eles Yusuf, teriam fugido após o ataque das forças de segurança.

Prisão
Horas depois, a polícia informou que o líder rebelde havia sido encontrado se escondendo em um curral de cabras na casa de seu padrasto.

Yusuf, que teria 39 anos de idade e seria originário do Estado de Yobe, havia sido exibido pela polícia a repórteres logo após sua captura.

De acordo com um repórter da BBC em Maiduguri, naquele momento o líder rebelde não aparentava estar ferido.

O editor de assuntos africanos da BBC News, Joseph Winter, disse que as forças de segurança da Nigéria são conhecidas por usarem métodos brutais e são acusadas por organizações de defesa dos direitos humanos de praticarem frequentemente execuções extrajudiciais.

Mortos
A recente onda de violência na Nigéria teve início na noite do último domingo, no Estado de Bauchi, e se espalhou por outros Estados do norte do país.

Em Maiduguri, os militantes do Boko Haram atacaram prédios do governo e o quartel da polícia.

Os conflitos entre a polícia e os militantes duraram até a última quarta-feira, quando uma grande ofensiva contra o esconderijo do grupo deixou ao menos cem mortos, segundo testemunhas.

O Boko Haram é um grupo extremista muçulmano que acredita que o governo nigeriano foi corrompido pelos valores ocidentais e deseja implantar uma forma estrita da lei islâmica no país.

Acredita-se que pelo menos 300 pessoas tenham morrido nos conflitos, embora existam estimativas que as vítimas podem chegar a 600. Não existem números oficiais.

Estima-se que cerca de cinco mil pessoas tenham deixado suas casas por causa da violência.

A Nigéria é um país de 150 milhões de habitantes dividido entre muçulmanos, ao norte, e cristãos, no sul.

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