A polícia da China resgatou mais de cem crianças de um vilarejo que tinham sido vendidas para trabalhar como escravas na província de Guangdong, no sul do país, segundo informações da imprensa estatal chinesa. As crianças eram da minoria étnica yi e vinham de famílias pobres de Sichuan, a cerca de 960 quilômetros do local onde foram encontradas.

O correspondente da BBC em Pequim Daniel Griffiths afirmou que crianças de 9 anos de idade trabalhavam várias horas diárias em fábricas, sendo que algumas foram vendidas e outras enviadas pelos pais para tentar escapar da pobreza.

O jornal China Daily afirmou que 167 crianças foram resgatadas da fábrica na cidade de Dongguan e as autoridades informaram que foram feitas várias prisões.

Segundo informações ainda não confirmadas podem existir mais de mil crianças trabalhando nestas condições em pelo menos uma cidade do sul da China.

Operação
Em 2007 o governo chinês anunciou uma grande operação para combater o trabalho escravo e o trabalho infantil.

A operação foi anunciada depois que foram divulgadas informações de que crianças eram forçadas a trabalhar em fábricas de tijolos na China.

Mas, segundo Griffiths, este último incidente sugere que as práticas do trabalho escravo e infantil ainda são comuns na China.

Os jornais locais afirmaram que os líderes comunistas da cidade de Dongguan disseram à polícia e às autoridades trabalhistas para resgatarem as crianças e punir os responsáveis pelo tráfico destas crianças.

Mas eles acrescentaram que duas das meninas resgatadas pareciam relutantes em deixar o local onde trabalhavam e voltar para a miséria de seus próprios vilarejos.

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