Polícia cubana libera 30 detidos em operação contra dissidentes

Havana, 7 jul (EFE) - As autoridades cubanas já liberaram cerca de 30 opositores que foram detidos entre quinta e sexta-feira da semana passada em uma operação policial contra um grupo de entre 60 e 80 dissidentes, segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos (CCDHRN).

EFE |

O líder da CCDHRN, Elizardo Sánchez, disse hoje à Agência Efe que 30 dissidentes foram detidos e "todos já foram liberados", embora ainda "não se saiba o paradeiro de Leonardo Bruzón", um dos detidos em Havana na última quinta-feira.

No entanto, o dirigente da Comissão -considerada ilegal pelo Governo cubano - não descartou que Bruzón tenha sido liberado e esteja na "casa de algum parente".

Grupos dissidentes acusaram o Governo de montar a operação para evitar que os opositores participassem de uma reunião da plataforma Agenda Para a Transição e ao ato organizado pela representação diplomática dos Estados Unidos em Havana por ocasião do feriado de 4 de julho, quando se comemora a independência do país.

Segundo Sánchez, as autoridades tomaram medidas contra entre 60 e 80 pessoas em diversas modalidades: detenção em unidades de Polícia e libertação após horas; detenção com deportação às províncias de origem; apreensão e transferência a suas casas com a proibição de deixar os imóveis; bloqueios domiciliares e ameaças.

"Detidos pela Polícia e levados a unidades policiais: 30", afirmou Sánchez.

A opositora Martha Beatriz Roque, uma das responsáveis da plataforma Agenda para a Transição, informou hoje que no sábado ainda houve detenções e que, no domingo, Néstor Rodriguez Lobaina foi detido no terminal de ônibus de Baracoa (Guantánamo) e advertido de que não podia abandonar esse município. EFE jlp/db

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