Polícia colombiana diz ter evitado atentado contra Uribe

BOGOTÁ (Reuters) - A polícia colombiana disse na terça-feira ter desbaratado um plano da guerrilha Farc para matar o presidente Álvaro Uribe com um carro-bomba durante visita a uma região conflagrada. O plano consistia em explodir um táxi no Departamento de Tolima, onde o Exército busca Alfonso Cano, novo comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Reuters |

'Os explosivos seriam usado pela 21a Frente das Farc e pela companhia Cajamarca contra o presidente Álvaro Uribe [...], em retaliação pelas operações militares nessa área contra Guillermo Leon Saenz Vargas, aliás Alfonso Cano', disse em nota o Departamento Administrativo de Segurança (DAS), citando o resultado de suas investigações.

De acordo com o relato, o motorista do táxi foi preso, e a bomba seria detonada por controle remoto.

Uribe, que tem apoio militar dos EUA na sua popular luta contra a guerrilha, já sobreviveu a atentados anteriores. Em 2002, durante sua posse, as Farc lançaram morteiros contra o palácio presidencial.

Cano assumiu o comando das Farc com a morte do fundador da guerrilha, Manuel Marulanda, o 'Tirofijo', que teria sido vítima de um enfarto em março, após mais de 40 anos na luta armada.

Analistas dizem que Cano tem uma visão mais política das coisas que seu antecessor, e por isso estaria mais inclinado a negociar com o governo. Outros, porém, acham que ele pode ser pressionado pela ala militar da organização e enfrentaria dificuldades para manter as Farc unidas.

A violência diminuiu desde que Uribe enviou tropas para retomar áreas sob o controle da guerrilha ou de paramilitares de direita, que posteriormente depuseram suas armas em um acordo de paz.

Agora que as Farc recuaram para áreas mais remotas, atentados são raros nas grandes cidades colombianas, ao contrário do que acontecia há alguns anos. Estima-se que as Farc, que chegaram a ter 17 mil combatentes, estejam hoje reduzidas a 9.000 guerrilheiros.

(Reportagem de Patrick Markey em Bogotá)

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