Polícia colombiana diz ter errado identidade de traficante morto

BOGOTÁ, Colômbia (Reuters) - Um suposto chefe colombiano do narcotráfico morto a tiros em um confronto com a polícia nesta semana era na verdade o irmão gêmeo dele, que também constava da lista dos mais procurados traficantes de cocaína da Colômbia, afirmaram autoridades na quarta-feira. Na terça-feira, o governo disse que Miguel Angel Mejía teria sido morto em uma fazenda do norte do país. No dia seguinte, porém, as autoridades colombianas afirmaram que, com base nas impressões digitais do morto, o homem era na verdade Victor Manuel Mejía, também procurado por narcotráfico.

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'No momento em que foi baleado pela polícia, Victor Mejía carregava os documentos de seu irmão gêmeo', disse a polícia em um comunicado. 'Essa foi uma estratégia usada várias vezes para confundir até mesmo os integrantes de suas próprias equipes de segurança.'

Os irmãos integravam um grupo paramilitar desmobilizado por meio de um esquema proposto pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe. Os gêmeos Mejía não quiseram, no entanto, entregar-se para cumprir uma pena de prisão e continuaram a traficar, afirmam as autoridades.

O governo dos Estados Unidos oferece uma recompensa de 5 milhões de dólares pela captura deles.

A Colômbia já recebeu mais de 5 bilhões de dólares dos EUA para custear a guerra contra o narcotráfico e as guerrilhas de esquerda. Mas o país andino continua sendo o maior fornecedor mundial de cocaína, enviando anualmente mais de 600 toneladas dela para os mercados norte-americano e europeu.

(Reportagem de Patrick Markey em Bogotá)

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