Bogotá, 23 jun (EFE) - A Polícia colombiana desarticulou uma rede internacional que trocava armas por drogas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e deteve oito pessoas, em uma operação simultânea em várias cidades do país, informaram hoje fontes oficiais.

Os agentes da Direção de Investigação Criminal (Dijin), em coordenação com a Procuradoria Geral da Nação, capturaram os oito supostos traficantes de armas e drogas em Bogotá, Cúcuta, Tuluá e na ilha caribenha colombiana de San Andrés, no marco da chamada Operação República 158.

Segundo as fontes, essa rede fornecia armas à frente 48 das Farc, que atua em uma vasta zona dos departamentos de Nariño e Putumayo, sudoeste do país.

A organização era dirigida por Edgar González Micolta, conhecido como "Negro Antonio", que foi detido junto com seu parceiro, o equatoriano Santos Patricio Camacho Sáez, em 12 de junho pela Polícia equatoriana no país, "enquanto coordenavam atividades narcoterroristas com as Farc", acrescentaram as fontes em Bogotá.

A rede era a "principal abastecedora" de Gabriel Ángel Lozada, conhecido como "Edgar Tovar", e de "Oliver Solarte", principais chefes da frente 48, pelos quais atualmente a justiça oferece uma milionária recompensa por informação sobre o paradeiro destes.

Segundo as fontes colombianas, a detenção dos membros dessa rede supõe a desarticulação dos contatos internacionais e das principais rotas de envio de droga (cocaína, principalmente) desde Putumayo (sudoeste) e Cúcuta (nordeste) até América Central e Europa.

Além disso, foram desbaratadas as redes de abastecimento internacional de armas e munição para as facções rebeldes das Farc no sul do país.

As fontes explicaram que a droga era levada do sul colombiano ao porto equatoriano de Guayaquil, onde, por intermédio de Camacho Sáez, era reenviada por correios humanos para a Europa. EFE rrm/db

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