O governo da China informou por meio de um comunicado que dois membros da minoria uigur foram mortos pela polícia nesta segunda-feira na cidade de Urumqi, capital da Província de Xinjiang, no oeste do país. O comunicado diz também que um terceiro indivíduo â¿¿ classificado como criminoso â¿¿ teria sido ferido no incidente, o mais sério a acontecer na região após os conflitos da semana passada.

De acordo com as autoridades, as mortes teriam ocorrido após a polícia ter tentado impedir que os três suspeitos atacassem outro membro da etnia uigur usando facas.

O novo episódio de violência acontece depois de as autoridades chinesas terem anunciado que a calma foi restaurada em Urumqi, após ao menos 184 pessoas terem sido mortas em conflitos étnicos na semana passada.

Após os conflitos entre uigures e membros da etnia han, iniciados no último dia 5 de julho, milhares de homens das forças de segurança chinesas foram deslocados para patrulhar a cidade.

Facões
Segundo informações oficiais, a polícia teria entrado em confronto com os três uigures enquanto buscava um quarto suspeito nas proximidades de um hospital no centro da cidade. Os suspeitos estariam carregando facões e porretes.

Os policiais teriam tentado impedir que os suspeitos atacassem uma pessoa, mas eles teriam resistido.

Informações iniciais de um jornalista de uma rádio de Hong Kong sugeriam que dois policiais também teriam sido baleados no confronto, mas elas não foram confirmadas.

A onda de violência em Xinjiang começou no último dia 5 de julho, durante um protesto de uigures contra a morte de dois membros da etnia em uma briga acontecida em junho, na província de Guangdong, no sul da China.

De acordo com as autoridades chinesas, pelo menos 184 pessoas foram mortas nos conflitos em Urumqi e 1.680 foram presas.

Entre os mortos, 137 seriam da etnia han, 46 seriam membros da comunidade uigur e um seria da etnia hui, segundo informações do governo.

Já membros da etnia uigur exilados afirmam que centenas de uigures teriam sido mortos nos confrontos.

Em um discurso transmitido pela televisão nesta segunda-feira, o governador de Xinjiang, Nuer Baikeli, afirmou que os responsáveis pelos confrontos serão punidos "severamente".

"Nós iremos proteger a lei de maneira firme e fazer todos os esforços para localizar os criminosos violentos que tomaram parte em pancadarias, choques, saques e incêndios".

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