A polícia matou dois manifestantes uigures, nesta segunda-feira, na província separatista chinesa de Xinjiang, que registrou novos protestos, segundo a rádio estatal. Uma pessoa ficou ferida.

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    Policiais em Urumqi

    Policiais circulam pelas ruas em Urumqi

    Os incidentes ocorreram na capital, Urumqui, onde 184 pessoas já havia morrido em confrontos étnicos nesta semana e 1600 ficaram feridas.

    De acordo com o governo da região autônoma uigur de Xinjiang, a polícia atirou "em uma tentativa de evitar que atacassem uma quarta pessoa", sem que se saiba, por enquanto, se as mortes estão relacionadas aos incidentes de 5 de julho.

    O incidente foi registrado um dia depois de a polícia da cidade anunciar novas limitações para manter a ordem pública, entre elas a de andar com facas ou bastões na rua.

    Também foi proibido "gritar palavras de ordem, colocar cartazes ou distribuir folhetos". As medidas foram determinadas "para evitar que um pequeno número de criminosos que protagonizaram os distúrbios, e que segue em liberdade, busque vingança", disseram as autoridades.

    O presidente regional de Xinjiang, Nur Bekri, disse ontem, em discurso televisionado, que 74 feridos continuam em estado muito graves e correm risco de morrer, e que outros 900 seguem hospitalizados.

    (*com informações das agências Reuters e Efe)

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