Polícia chinesa encontra fábrica de bandeiras do Tibete

Um jornal de Hong Kong informou que a polícia na China descobriu uma fábrica em Guandong, no litoral sul do país, onde estavam sendo fabricadas milhares de bandeiras tibetanas para serem usadas por grupos de ativistas em outros países. Segundo as informações do jornal Ming Pao algumas das bandeiras, que são proibidas na China, poderiam ser usadas por manifestantes pró-Tibete na passagem da tocha olímpica por Hong Kong nesta semana.

BBC Brasil |

O dono da fábrica, que fica no sul da China, afirmou que estava apenas atendendo a um pedido e não sabia que as bandeiras eram material proibido. Os trabalhadores da fábrica afirmaram, por sua vez, que pensavam estar fabricando apenas bandeiras coloridas, sem saber o significado.

Alguns dos funcionários viram imagens das bandeiras na mão de manifestantes pró-Tibete em um canal de televisão de Hong Kong. Eles resolveram alertar as autoridades, de acordo com o jornal.

Eles teriam procurado pelo significado da bandeira na internet antes de alertar as autoridades.

Milhares
O jornal Ming Pao relatou que o dono da fábrica disse à polícia que as bandeiras foram pedidas por pessoas fora da China. Ele não sabia que elas eram emblemas da independência do Tibete.

Milhares de bandeiras já estavam empacotadas e prontas para serem transportadas. A polícia acredita que algumas já podem ter sido enviadas para outros países.

As autoridades agora aumentaram a fiscalização de carros que se dirigem a Hong Kong, em busca de mais bandeiras.

A passagem da tocha olímpica por Hong Kong será na sexta-feira. A tocha vai cruzar uma série de cidades na China antes de chegar a Pequim para o início dos jogos olímpicos em agosto.

A passagem da tocha, que antecede as Olimpíadas de Pequim, vem sendo marcada por protestos contra a política chinesa para o Tibete em várias cidades do mundo, como Londres, Paris, Atenas e San Francisco.

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