Polícia busca autores de atentado na Espanha

A polícia espanhola iniciou uma grande operação de busca pelos autores de um atentado que deixou dois policiais da Guarda Civil mortos nesta quinta-feira na ilha de Mallorca, no nordeste da Espanha. Portos e marinas foram fechados temporariamente pelas autoridades como parte da chamada Operação Jaula, com o objetivo de impedir que os autores do atentado deixem a região.

BBC Brasil |

O aeroporto de Sant Joan também chegou a ficar fechado por cerca de duas horas, mas foi reaberto pelas autoridades.

Turistas em hotéis nas proximidades do local do incidente também foram impedidos de deixar seus quartos até que a polícia pudesse realizar vistorias, informou a rede de televisão espanhola TVE.

A explosão aconteceu pouco antes das 14h, horário local (9h, horário de Brasília), nas proximidades de um quartel da polícia em Palmanova, no município de Calvià.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, o delegado Ramon Socías afirmou que, ao contrário do que foi divulgado anteriormente, além das duas vítimas fatais, o atentado não deixou feridos.

Socías afirmou ainda que os dois policiais estavam dentro de uma viatura no momento da explosão. A polícia está trabalhando com a hipótese de que o dispositivo explosivo estava escondido no carro e teria sido acionado remotamente.

Batidas e buscas pelos responsáveis do atentado também foram realizadas em ruas e estradas da região.

Separatistas
O atentado ocorreu apenas um dia depois de a explosão de um carro-bomba deixar 66 feridos na cidade histórica de Burgos, no norte do país.

O incidente - que não teve vítimas fatais - foi atribuído pelas autoridades ao grupo separatista basco ETA.

De acordo com o correspondente da BBC em Madri, Steve Kingston, o grupo extremista deve ser novamente o principal alvo das investigações da polícia sobre este último ataque.

O ETA, que é responsabilizado por mais de 800 mortes durante décadas de luta pela independência do País Basco, comemora na próxima sexta-feira o 50° aniversário de sua fundação.

Turismo
O atentado desta quinta-feira ocorreu em uma zona muito movimentada, com estabelecimentos comerciais e a 500 metros de uma praia muito frequentada por turistas estrangeiros.

A poucos quilômetros do local, fica o Palácio de Marivent, residência de veraneio da família real espanhola.

O rei Juan Carlos e a rainha Sofía, no entanto, não estavam no local, mas sua chegada estava programada para o próximo fim de semana.

Um homem que estava almoçando em um restaurante nas proximidades do incidente disse à BBC que ouviu a forte explosão e viu a fumaça no local.

"Nós corremos para a esquina para ver o que havia acontecido e vimos o carro estacionado na esquerda da rua pegando fogo", disse Dave Wilkinson.

"Do outro lado da rua, um homem estava deitado no chão e outras duas pessoas estavam com ele, fazendo respiração boca-a-boca. Um carro de polícia chegou e oficiais disseram para as pessoas se afastarem porque poderia haver uma outra bomba na região e não era seguro. Dois ou três helicópteros estavam circulando pela área."
O governo brasileiro divulgou uma nota em que afirma tomar conhecimento dos atentados em Burgos e Mallorca "com grande pesar".

"Ao manifestar suas mais sinceras condolências e solidarizar-se com os familiares das vítimas, o governo brasileiro reitera seu profundo repúdio a todas as formas de terrorismo", diz a nota divulgada pelo Itamaraty.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG