Polícia britânica passa a tirar impressões digitais na rua

Londres, 27 out (EFE).- A polícia do Reino Unido passará a se equipar com um novo aparelho que permitirá aos agentes tirar impressões digitais das pessoas na rua, ajudando a acelerar as investigações sobre suspeitos de atividades criminosas.

EFE |

Assim informa hoje o jornal britânico "The Guardian", que destaca que essa nova tecnologia - criticada pelos grupos defensores dos direitos civis - pode estar em pleno funcionamento em 18 meses.

Os aparelhos, do tamanho de um telefone celular, permitirão identificar as pessoas rapidamente, evitarando a necessidade de levar o suspeito de um crime até a delegacia para tirar as impressões digitais e verificar se tem antecedentes.

Os aparelhos farão parte do chamado Projeto Midas (iniciais em inglês para Mobile Identification At Scene, identificação móvel no local) e custarão entre 30 milhões e 40 milhões de libras.

A Polícia afirma em que as impressões tiradas por esses aparelhos não serão armazenadas, em uma tentativa de dissipar os temores sobre uma vigilância da população.

Os pequenos aparelhos permitirão aos policiais tirar impressões digitais na rua e compará-las com a informação contida no Ident1, uma base de dados em nível nacional que contém detalhes de 7,5 milhões de pessoas.

Os analistas afirmam que a tecnologia ajudará a Polícia a não perder tempo e reduzir o número de indivíduos presos por engano.

Para o responsável de tecnologia do Midas, Geoff Whitaker, esses dispositivos serão muito importantes nas tarefas de vigilância policial de grandes eventos, como os esportivos, festivais musicais e conferências políticas.

"Um dos benefícios é que haverá menos erros e podemos diminuir o número de detenções de maneira significativa", afirmou Whitaker ao "Guardian".

O grupo defensor das liberdades civis Liberty pediu que as impressões digitais sejam apagadas assim que forem utilizadas.

"Não perder tempo com esta nova tecnologia pode ajudar a Polícia a melhorar seu trabalho, mas os agentes têm que assegurar que apenas impressões digitais quando acham que um indivíduo é suspeito de um crime e não podem estabelecer sua identidade", disse ao jornal a diretora de política do Liberty, Gareth Crossman. EFE vg/wr/jp

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