Polícia brasileira troca experiências com outros países em Madri

Madri, 21 out (EFE).- Responsáveis de polícias de 20 cidades latino-americanas, entre elas Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, trocaram experiências neste campo em reunião do Comitê Setorial de Segurança da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas, realizado de hoje até quinta-feira em Madri.

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Desta reunião participam autoridades de Assunção, Barcelona, Brasília, Buenos Aires, Guatemala, La Paz, Lima, Lisboa, Manágua, Madri, México, Montevidéu, Panamá, Quito, Rio de Janeiro, San José da Costa Rica, San Salvador, Santo Domingo, São Paulo e Tegucigalpa.

Hoje, eles abordaram o tema "Espaço público e segurança durante grandes eventos na cidade", onde o chefe da Guarda Municipal de Barcelona, Xavier Vilaró, explicou a experiência desta cidade espanhola durante os Jogos Olímpicos de 1992 e o Fórum Universal das Culturas em 2004.

Amanhã falarão da relação entre o desenho urbano e a segurança do cidadão, que Madri levou em conta para desenhar as reformas da zona comercial e financeira de Azca, ainda pendente, e da praça de Santa María Soledad Torres Acosta, já realizada.

Na quarta-feira, o debate será sobre prevenção e programas preventivos para jovens, com discursos previstos do responsável municipal de segurança de Tegucigalpa e do diretor de Polícia da Nicarágua para mostrar seus modelos de atuação.

A troca de idéias nestas jornadas é real, segundo alguns dos especialistas que participam desta reunião, embora as cidades copiem seus modelos de segurança e de Polícia habitualmente.

Por exemplo, a lei que criará a Polícia Municipal de Buenos Aires, que atualmente tramita no Parlamento argentino, copia o modelo da Polícia Municipal de Madri, segundo o coordenador-geral de Segurança e Emergências de Madri, Jesús Mora, como um corpo "de proximidade" com o cidadão e "centrado na segurança".

Em Buenos Aires, como em muitas cidades ibero-americanas, apenas a Polícia estadual ocupa as ruas, enquanto que, em outros países, também europeus, a Polícia municipal existe, mas quase não tem competências, só cuida do trânsito ou do atendimento aos turistas.

Por sua vez, Madri aprende com outros países como com a Colômbia, e com diferentes estados da América Central em matéria de prevenção, concretamente com seus serviços sociais de atendimento a menores.

EFE esv/ab/jp

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