Polícia argelina prende promotores de assassinato de presidente

Argel, 19 fev (EFE).- A Polícia argelina prendeu 11 pessoas na cidade de Blida, a 50 quilômetros ao sul de Argel, que possuíam e distribuíam panfletos nos quais se instava o assassinato do presidente do país, Abdelaziz Bouteflika, que visita esta localidade nestes dias, informaram hoje fontes de segurança.

EFE |

O juiz do tribunal de Blida ordenou a prisão dos 11 detidos acusados de apoio a grupos terroristas, falsificação de documentos e posse de armas.

A Polícia encontrou os nomes e números telefônicos dos detidos na agenda do celular de um membro da organização terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) que acabou morto em um confronto com as forças de segurança há poucos dias na mesma região.

Os detidos, de 25 a 40 anos, revelaram durante os interrogatórios que participavam de reuniões organizadas nos montes da província de Chlef, a oeste de Argel, onde recebiam instruções sobre as ações a realizar, segundo as mesmas fontes.

O responsável por esta rede de apoio, de 34 anos e identificado como Abu Hafs, mantinha relação direta com o chefe da AQMI, Abdelmalek Droukdel, e lhe concedia informações sobre a atividade dos comandos nesta parte do país.

Abu Hafs participou da guerra da Chechênia e se uniu aos grupos terroristas argelinos no início dos anos 90, quando tinha cerca de 16 anos.

Bouteflika foi alvo de uma tentativa de assassinato em setembro de 2007 na província de Batna, onde realizava uma visita oficial.

Um terrorista suicida detonou entre a multidão em plena rua o cinturão explosivo que carregava pouco antes da chegada do chefe do Estado ao local.

Nesse atentado morreram 22 pessoas, na grande maioria civis, e mais de 100 ficaram feridas. EFE sk/fal

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