Polícia alemã volta atrás e diz que atirador não anunciou massacre em chat

BERLIM - O alemão Tim Kretchsmer, de 17 anos, que matou 15 pessoas a tiros em uma escola de Winnenden e depois se suicidou nesta quarta-feira, pode não ser o autor da mensagem de internet que anunciava um massacre. As autoridades policiais voltaram atrás e dizem agora ter dúvidas sobre a autoria do relato.

Redação com agências internacionais |


Nesta quinta-feira fontes policiais de Waiblingen, no sul da Alemanha, disseram que era falsa a presunção de que tal mensagem tinha sido enviada pelo atirador a um amigo.

O porta-voz da polícia, Klaus Hinderer, disse que as autoridades estão investigando se as mensagens eram falsas.

Hinderer disse que uma busca no computador de Kretschmer não mostrou traços de que o garoto tenha postado a informação na internet.

Reuters
Tim Kretchsmer, autor do massacre
Os promotores de Stuttgart, que estão conduzindo a investigação, disse que estão tentando entrar em contato com o site norte-americano. Uma mensagem foi postada no mesmo site nesta quinta-feira, declarando: "Nenhuma intenção de matar foi anunciada aqui). 

Os investigadores voltaram atrás nas informações divulgadas horas antes pelo secretário de Interior (Segurança) de Baden-Württemberg, Heribert Recht. Em entrevista, o secretário havia atribuído a mensagem veiculada numa sala de bate-papo virtual seis horas antes do massacre, ao autor do crime.

Na mesma coletiva, Kretchsmer foi descrito como um jovem que gostava de games violentos, que já tinha sido tratado de depressão e que se sentia rejeitado por seus colegas.

Na mensagem inicialmente atribuída ao rapaz, seu autor afirmava ter armas e anunciava a intenção de ir a sua ex-escola "fazer uma boa churrascada".

"Estou farto desta vida" e "ninguém reconhece meu potencial" foram outras frases tiradas do chat e lidas por Rech à imprensa.

(Com informações da EFE e da AP)

Polícia investiga motivos do massacre; assista ao vídeo:


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