Polícia alemã completa resgate dos 20 corpos de mortos por incêndio em ônibus

(Acrescenta novidades e detalhes) Berlim, 5 nov (EFE).- As equipes de resgate conseguiram hoje completar o resgate dos corpos das 20 pessoas que morreram ontem à noite devido a um incêndio em um ônibus que se propagou pelo veículo de forma fulminante, informaram fontes policiais.

EFE |

O diretor da Polícia de Hannover (norte da Alemanha), Uwe Binias, explicou em entrevista coletiva que agora se tentará identificar os corpos e fazer as necropsias, do que se encarregam especialistas policiais e da Escola Superior de Medicina da cidade.

Um porta-voz do Ministério do Interior do estado da Baixa Saxônia explicou que o trabalho de identificação será árduo, já que alguns dos aposentados que se inscreveram para a excursão em um primeiro momento decidiram não ir, no final.

"Por isso devemos comprovar agora quem estava efetivamente no ônibus", explicou.

As equipes policiais e de bombeiros averiguam as causas do incêndio, que começou no banheiro do veículo, e se especula que pode ter sido provocado por um viajante que fumou em seu interior.

Aparentemente, o fogo e a fumaça se expandiram pelo ônibus e provocaram a morte de 20 aposentados. Apenas 13 pessoas, que aparentemente estavam próximas às portas, conseguiram abandonar o veículo com vida.

A Polícia elogiou o trabalho do motorista - um dos sobreviventes-, por ter afastado o veículo da calçada com rapidez ao detectar o incêndio e abriu as portas para que saíssem os passageiros.

O ônibus se desviou da margem da Rodovia 2, na altura de Hannover, por volta das 20h45 locais (17h45 de Brasília) de ontem, em seu trajeto de volta de uma excursão à região alemã de Münsterland, no norte do país.

A Polícia descartou que o incêndio tenha ocorrido por causas técnicas e ressaltou que nenhum outro veículo foi afetado pelo acidente.

Este foi o acidente de ônibus mais grave ocorrido na Alemanha nos últimos 16 anos, depois que outras 21 pessoas morreram e mais 35 se feriram em outro ocorrido em Donaueschingen (sudeste alemão), em 1992. EFE nvm/jp

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