Polícia admite que poderia ter resgatado garota sequestrada em 2006

A polícia da Califórnia admitiu ter perdido, em 2006, uma oportunidade de resgatar Jaycee Lee Dugard, que foi raptada em 1991, aos 11 anos de idade, e passou 18 anos nas mãos de sequestradores. Durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, um porta-voz da polícia, xerife Warren Rupf, afirmou que, em novembro de 2006, após uma ligação de um vizinho, um policial foi até o local onde Dugard estaria sendo mantida como refém, sem, no entanto, entrar na casa de Philip Garrido, principal suspeito do sequestro.

BBC Brasil |

"A pessoa que ligou afirmou que Garrido era psicótico e era viciado em sexo", afirmou Rupf.

O xerife pediu desculpas pela falha e afirmou que, à época, o oficial que foi até o local não tinha acesso à informação de que Garrido era acusado de outros crimes sexuais desde 1999.

"Eu peço desculpas para as vítimas e aceito a responsabilidade de ter perdido uma oportunidade anterior de salvar Jaycee", afirmou Rupf.

Suspeitos
Philip Garrido, de 58 anos de idade, foi preso junto com sua mulher, Nancy, na última quarta-feira.

Ele é acusado de sequestrar Dugard em 1991, enquanto ela se dirigia até um ônibus escolar perto de sua casa, em South Lake Tahoe, na Califórnia.

Ele teria estuprado a garota, com quem teria tido dois filhos, que hoje teriam 11 e 15 anos de idade.

Dugard e as duas crianças teriam vivido durante anos em barracas e tendas no quintal da casa do suposto sequestrador.

Nesta sexta-feira, Dugard e sua mulher compareceram diante de um tribunal na cidade de Placerville, na Califórnia, e negaram qualquer participação no sequestro.

O casal está sendo indiciado por mais de vinte acusações, entre elas sequestro e estupro.

Encontro
Na última quinta-feira, Dugard se encontrou com sua irmã e sua mãe, Terry Probyn, pela primeira vez desde que foi sequestrada.

O padrato de Dugard, Carl Probyn, afirmou que ele e o resto da família têm certeza de que ela é realmente a filha desaparecida, mesmo antes da conclusão dos testes de DNA.

"Ela respondeu a todas as perguntas corretamente", disse ele, de acordo com o jornal The New York Times. "Por isso que teste de DNA não é necessário."
"É um milagre termos conseguido tê-la de volta", afirmou em entrevista ao jornal Los Angeles Times. "Como você consegue recuperar 18 anos? Eu só espero que ela tenha uma vida decente daqui para frente. A vida dela parou aos 11 anos."
O padrasto e a mãe de Dugard se separaram após o sequestro da menina. Ele foi considerado um suspeito no caso.

Os supostos filhos que Dugard teria tido enquanto estava sob custódia do casal também foram libertados nesta semana e já encontraram com a família da mãe.

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