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Polícia acusa BBC de orquestrar distúrbios no Irã

Teerã, 5 jul (EFE).- O general Ismail Ahmadi Moghadam, chefe da Polícia do Irã, acusou hoje a rede britânica BBC de orquestrar os distúrbios após as eleições no país e afirmou que as denúncias de fraude já estavam preparadas.

EFE |

"A 'BBC' e a embaixada britânica realizaram todos os esforços possíveis para provocar distúrbios e incitar a população à desobediência civil", afirmou Moghadam, citado pela imprensa local.

O Irã foi palco de protestos - violentamente reprimidos pelas forças de segurança - desde a confirmação da reeleição de Mahmoud Ahmadinejad como presidente.

O regime iraniano acusou o Ocidente, e em particular os Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha.

Pouco depois do início da confusão, as autoridades iranianas expulsaram o correspondente permanente da "BBC" em Teerã, John Leyne. Uma semana depois, foi a vez de dois diplomatas britânicos deixarem o país.

Também foram detidos outros nove funcionários iranianos da embaixada britânica em Teerã, acusados de promover os distúrbios.

Oito deles já estão em liberdade.

O chefe do Poder Judiciário iraniano, Mahmoud Hashemi Shahroudi, advertiu hoje que o Governo irá à Justiça contra os canais por satélite que conspiraram contra a estabilidade do Irã e os sites que colaboraram com eles.

As acusações ao Reino Unido criaram uma crise entre Irã e a comunidade internacional, e especialmente entre o regime iraniano e a União Europeia (UE).

O bloco europeu deve se reunir para efetivar medidas como a possível retirada de todos os embaixadores e a restrição de vistos para altos funcionários iranianos.

O deputado iraniano Heshmatollah Falahat Pishneh acusou hoje o Governo britânico de estimular as demais capitais europeias a apoiar uma crise diplomática e pediu aos "países moderados" a não entrar no "jogo" britânico.

O chefe da Polícia iraniana também sugeriu hoje que os principais líderes dos protestos devem ter ligações com interesses estrangeiros, sem revelar nomes. EFE.

jm/dp

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