Polícia acusa ex-primeiro-ministro de Israel de tráfico de influência

Jerusalém, 20 jul (EFE).- A Polícia israelense pediu à Procuradoria que acuse o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert de tráfico de influência entre 2003 e 2006, período durante o qual foi ministro da Indústria, Comércio e Trabalho, informou hoje a imprensa do país.

EFE |

Segundo os investigadores policiais, Olmert distribuiu diferentes benefícios e postos de responsabilidade em empresas públicas, como os Correios ou a Corte Trabalhista, entre membros de seu então partido, o Likud.

Durante a investigação, "400 pessoas envolvidas foram interrogadas e testemunharam sobre as 260 nomeações ou concessões de benefícios", declararam fontes policiais à versão digital do jornal "The Jerusalem Post".

Os detetives "estão convencidos de que há provas que demonstram que Olmert, Oved Yehezkel (seu antigo assistente) e Ra'anan Dinur (ex-diretor do Ministério de Indústria, Comércio e Trabalho), atuaram em um grave conflito de interesses quando concederam promoções e benefícios a membros do Likud e amigos", acrescentaram as fontes.

O anúncio da decisão policial foi feito horas depois que o procurador-geral do Estado, Menachem Mazuz, anunciou o fechamento por falta de provas de outro caso no qual Olmert era suspeito de ter se beneficiado de seu cargo para comprar uma casa por um preço muito inferior ao de mercado, em troca de impulsionar um projeto imobiliário.

As investigações contra Olmert o obrigaram a renunciar no ano passado e convocar eleições primárias em seu partido, o Kadima, às quais não se apresentou e que foi vencida pela atual líder da oposição, Tzipi Livni. EFE aca/pd

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