Polêmico médico que fazia abortos é assassinado nos EUA

Washington, 31 mai (EFE).- George Tiller, um famoso e polêmico médico que fazia abortos nos Estados Unidos, foi assassinado hoje em uma igreja do Kansas, segundo confirmou sua família.

EFE |

O assassino matou Tiller, de 67 anos, na entrada da Igreja Luterana da Reforma em Wichita pouco depois das 10h (12h, Brasília) e fugiu em um carro cuja placa foi identificada por testemunhas.

A Polícia deteve um suspeito cuja identidade não foi revelada.

"É uma tragédia indescritível para todos nós e para os amigos e pacientes de George. É particularmente desolador porque George foi assassinado em sua igreja, um lugar de paz", afirmou a família de Tiller em comunicado.

Tiller e sua clínica, Women's Health Care Services, foram alvo de agressões e protestos durante décadas por parte de grupos antiabortos.

Em 1993 foi ferido nos dois braços por Rachelle Shannon, que cumpre pena de 20 anos de prisão pelo crime.

Este mês sua clínica, uma das poucas dos EUA que faz abortos quando o feto já está em idade avançada, foi depredada.

O "Operação Resgate", um grupo contra o aborto que organizou vários protestos em frente à clínica, condenou o assassinato de Tiller, que qualificou como "um ato covarde".

Em março, um júri o declarou inocente de fazer abortos ilegais, o que pôs fim a uma ação aberta por grupos contra abortos, que o acusavam de violar as normas que regem essas cirurgias.

Tiller, que tinha quatro filhos e dez netos, se graduou em medicina pela Universidade do Kansas e fazia abortos desde 1973. EFE cma/rr

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