Polêmica sobre fóssil de ratazana gigante encontrado no Uruguai

O fóssil de uma ratazana gigante encontrado no Uruguai, e que teria vivido há cerca de quatro milhões de anos, criou uma grande polêmica: seu peso, que em janeiro foi estimado em uma tonelada, foi reduzido drasticamente após investigações da Universidade de McGill de Montreal.

AFP |

A pesquisadora Virginie Millien realizou novos cálculos a partir da mandíbula do fóssil, comparando-a com uma mostra muito mais ampla de roedores. Sua conclusão é que o animal, "sem dúvida é o maior roedor descoberto até o momento, não deve pesar mais de 350 kg".

O estudo foi publicado nesta quarta-feira pela revista britânica Proceeding of the Royal Society B, assim como o primeiro realizado por Andres Rinderknecht, do Museu Nacional de História natural e Antropologia, e Ernesto Blanco, do Instituto de Física, ambos de Montevidéu, publicado em janeiro.

Esses pesquisadores haviam sido os primeiros a divulgar a descoberta desse roedor gigante, com uma cabeça medindo 53 centímetros. Eles estimaram que o peso poderia oscilar entre 468 quilos a 2,5 toneladas, segundo os sistemas de avaliação, e estabeleceram como uma tonelada sua cifra mais provável.

O roedor foi batizado de Josephoartigasia monesi, em homenagem a Álvaro Mones, um paleontólogo uruguaio especialista em roedores da América do Sul. Apesar das medidas impressionantes, se tratava de um animal herbívoro.

ri-mpf/fb

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