Polêmica entre dissidente cubana Hilda Molina e Mães da Praça de Maio

Uma inesperada polêmica surgiu neste domingo na Argentina quando a médica dissidente cubana Hilda Molina criticou as Mães da Praça de Maio por reverenciar o governo de Cuba, recebendo uma resposta de Estela de Carlotto, presidente das Avós da Praça de Maio.

AFP |

"Elas (as Mães) sofreram a perseguição de uma ditadura e, no entanto, reverenciam outras ditaduras, como a que existe em Cuba, que é uma ditadura de esquerda, enquanto a que houve aqui foi de direita", declarou Molina à revista Perfil.

A médica cubana, que depois de 15 anos foi autorizada por Havana a visitar a mãe doente em Buenos Aires e outros familiares, revelou que entre as gestões que fez para obter a permissão não recorreu às Mães da Praça de Maio.

"Sei que não iriam fazer nada porque reverenciam tanto aquela ditadura que demoniza os que pensam diferente. As Mães sofreram muito, lutaram por suas famílias e isto merece o maior respeito. Não quis irritá-las e por isso não recorri a elas", explicou.

Na resposta, Estela de Carlotto advertiu que "quem ofende o lenço (branco, símbolo das Mães e das Avós), esteja acima da cabeça de quem for, está ofendendo a todas. Os que ofendem as Mães estão ofendendo a todas".

"Acredito que a senhora Hilda Molina teria que estar desfrutando o que veio fazer, que é estar com sua família e seus netos. Não tem que julgar ninguém, menos ainda aqui na Argentina, onde está sendo muito bem recebida e até sua chegada foi propiciada pelo próprio Estado".

Em declarações à rádio Diez, a presidente das Avós opinou que "a revolução liderada por Fidel Castro e seu irmão foi uma libertação do povo, com erros e virtudes".

rq/fp

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