Pode haver até 300 militantes da Al-Qaeda no Iêmen, diz chanceler

LONDRES - O ministro do Exterior do Iêmen, Abubakr al-Qirbi, disse nesta terça-feira que pode haver até 300 militantes da Al-Qaeda em seu país, alguns dos quais podem estar planejando ataques contra alvos ocidentais. É claro que há vários agentes da Al Qaeda no Iêmen, além de alguns de seus líderes. Temos consciência desse perigo, disse ele à rádio BBC.

iG São Paulo |

"E é possível que eles planejem ataques como esse que acaba de ocorrer em Detroit", disse em referência ao ataque frustrado do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab contra um voo da Northwest Airlines, entre Amsterdã e Detroit, no dia 25.  O grupo Al-Qaeda na Península Arábica reivindicou a autoria do ataque frustrado .

Solicitado a especificar o número exato de agentes da Al Qaeda em seu país, Qirbi respondeu: "Não posso lhe dar uma cifra realmente exata. É possível que haja centenas - 200, 300 -, não tenho números realmente precisos."

Além disso, o ministro da Informação iemenita, Hassan al Luzi, disse nesta terça-feira que as autoridades de seu país não receberam nenhuma advertência dos Estados Unidos relacionada ao nigeriano. Segundo Luzi, o nome de Abdulmutallab não aparece nas listas de terroristas entregues por Washington a Sana.

Segundo Luzi, Abdulmutallab, de 23 anos, visitou o Iêmen duas vezes: a primeira entre 2004 e 2005 e a segunda entre agosto e dezembro deste ano. O nigeriano entrou no Iêmen com o pretexto de estudar árabe, acrescentou o ministro.

"Se o Iêmen tivesse informações que dissessem que ele estava na lista de possíveis terroristas, não teria podido entrar nem sair do país", disse Luzi.

Novos ataques

De acordo com a BBC, o chanceler iemita teria dito ao FBI que há muitos outros terroristas que estariam preparados para realizar ataques semelhantes ao atentado frustrado do dia 25.

Al-Qirbi pediu uma partilha melhor de informações de inteligência para impedir suspeitos da Al-Qaeda de viajar do Iêmen para países que são conhecidos por serem centros de militância, como o Afeganistão e o Iraque.

Ele pediu mais ajuda da comunidade internacional para treinar e equipar as forças de contraterrorismo para neutralizarem os militantes.

O ministro disse que os EUA, a Grã-Bretanha e o Reino Unido poderiam fazer muito mais para melhorar a resposta do Iêmen para combater a ameaça. "Estamos recebendo algum apoio, mas é insuficiente", disse ele.

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Com informações da EFE e Reuters

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