Pobreza na Argentina volta a subir com inflação, segundo estudo

BUENOS AIRES (Reuters) - A crescente inflação na Argentina deixou sua marca no primeiro semestre com um novo aumento da pobreza, que já afeta 11,3 milhões de pessoas, segundo relatório divulgado nesta terça-feira. Segundo o estudo da consultoria SEL, a pobreza afeta 31,6 por cento da população, com alta de 1,3 ponto percentual frente ao semestre anterior, na terceira alta consecutiva desde dezembro de 2006, desafiando os números oficiais que registram uma queda constante.

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O aumento da pobreza ocorre apesar do forte crescimento econômico, que caminha para ter pelo sexto ano consecutivo uma expansão a uma taxa superior a 8 por cento ao ano.

Os números do governo mostram um processo ininterrupto de queda da pobreza, até 20,6 por cento da população no semestre de outubro a março de 2008.

A diferença ocorre fundamentalmente nos números da inflação, que, segundo analistas privados e os próprios funcionários da consultoria, é de mais de 20 por cento anual, mas, para o governo, não passa os 10 por cento.

O nível de pobreza se mede com base no custo de uma cesta básica de bens e serviços para uma família.

O informe do SEL, elaborado com números de inflação privados, ainda destaca que a indigência, que inclui aqueles que não conseguem comprar alimentos básicos, alcança 10,8 por cento da população de quase 40 milhões de habitantes do país frente aos 5,9 por cento que informou o Governo.

A luta contra a inflação é um dos desafios que enfrenta o governo da presidente Cristina Kirchner.

(Reportagem de Lucas Bergman)

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