Pobreza é problema crescente nos EUA, diz pesquisa com prefeitos

WASHINGTON (Reuters) - A maioria dos prefeitos norte-americanos e autoridades municipais dizem que a pobreza é um problema crescente, pois muitas famílias não conseguem se sustentar, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira. Cerca de 90 por cento dos prefeitos e líderes municipais de cidades norte-americanas com 30 mil habitantes ou mais dizem que, na última década, os índices de pobreza aumentaram ou continuaram os mesmos em suas cidades. A pesquisa foi conduzida pela Liga Nacional de Cidades.

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Por volta de um terço dos entrevistados consideram a pobreza "um problema sério e notório" em suas cidades.

"Mais de quatro décadas depois que o governo dos Estados Unidos declarou 'guerra' contra a pobreza, o índice 'oficial' de pobreza em 2008 é de 12,3 por cento, nem dois por cento a menos do que em 1967, quando era de 14,2 por cento", disse o relatório.

"No entanto, o limite federal da pobreza, que determina o índice nacional de pobreza, é considerado ultrapassado por muitas pessoas. Ele é usado desde os anos 1960 e se baseia em dados econômicos dos anos 1950, quando os gastos com comida somavam um terço das despesas anuais", acrescentou.

A maioria dos entrevistados disse que o limite de pobreza adotado pelo governo federal é significativamente mais baixo do que o necessário para sobreviver em suas cidades. Enquanto o governo norte-americano considera pobre uma família com três pessoas e renda anual menor que 17.170 dólares, 30 por cento dos entrevistados disseram que uma família precisa de pelo menos 30 mil dólares anuais para sobreviver em suas cidades.

Os pais solteiros, trabalhadores de baixa renda e cidadãos idosos são os que mais têm probabilidade de ser pobres. Um terço dos entrevistados disse que a pobreza é espalhada geograficamente em suas cidades.

Oito entre dez prefeitos e autoridades consultadas dizem que reduzir a pobreza é responsabilidade municipal. No entanto, a maioria também afirma que as condições econômicas além das fronteiras da cidade são a maior barreira para solucionar o problema.

(Por Lisa Lambert)

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