Pnud destaca que conferência de Doha ajudará a implementar medidas do G20

Nações Unidas, 24 nov (EFE) - O administrador do Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud), Kemal Dervis, considerou hoje que a próxima Conferência de Doha será a oportunidade para tornar globais as medidas adotadas pelo Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) há dez dias. Doha é a oportunidade, depois da reunião do G20 há duas semanas em Washington, de escutar todas as vozes. Complementará os esforços e acrescentará inclusão ao processo de reestruturação das finanças mundiais, indicou Dervis durante uma entrevista coletiva nas Nações Unidas.

EFE |

Os países da ONU se reúnem na capital catariana, Doha, de 29 de novembro a 2 de dezembro para realizar a Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento.

Dervis indicou que nessa conferência, à qual assistirá o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e à qual já confirmaram presença quase 100 países, se verá que a "resposta política" à crise financeira e econômica atual passa pela "necessidade de mais cooperação e coordenação".

Concretamente, destacou que as iniciativas fiscais que estão tomando muitos países "têm que ser harmonizadas" para que seu efeito seja maior.

Ele insistiu em que a "ONU representa um fórum universal para debater muitos assuntos, não só econômicos, mas também os que têm uma dimensão social".

O administrador do Programa de Desenvolvimento da ONU se referiu também a que 2009 será um ano de recessão para as grandes economias que se refletirá no crescimento das que estão em desenvolvimento, das quais algumas grandes, como as asiáticas e mais concretamente a China, seguirão criando riqueza, embora em um ritmo menor.

Além disso, ressaltou que a ajuda ao desenvolvimento dos países maiores poderia ser afetada no futuro, mas também assinalou que, por enquanto, não se viu "que os doadores tenham dado para trás com os compromissos".

Dervis manifestou que os países ricos não fizeram cortes nesses compromissos.

"Estamos preocupados e animados ao mesmo tempo", disse Dervis, que explicou que, embora o G20 tenha dito que não é a hora para cortes e que "há uma obrigação moral para com os mais necessitados", também reconheceu que são momentos "extraordinariamente difíceis" para a economia. EFE emm/db

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