PMA vê melhora na distribuição de comida no Haiti

Roma, 18 jan (EFE).- A diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Josette Sheeran, assegurou hoje que o sistema de distribuição de ajuda no Haiti melhora a cada dia.

EFE |

No entanto, a organização ressaltou que ainda é preciso fazer muito mais em termos de ajuda alimentar para enfrentar a catástrofe humanitária desencadeada após o terremoto de 12 de janeiro.

Em coletiva de imprensa por telefone concedida de Roma, a responsável pelo PMA deu números sobre a distribuição de alimentos no Haiti, onde a situação dos sobreviventes se transformou em prioridade após vários dias de busca entre os escombros.

"Vimos uma extraordinária melhora na eficácia da coordenação do fluxo de entrada de bens. Esta melhora foi vista já hoje, pois a comida está indo do aeroporto para a cidade", disse Sheeran.

"No PMA vemos que a quantidade de alimentos que chega ao Haiti aumenta a cada dia, que há uma melhora na distribuição (...). Além disso, temos cerca de 40 pessoas de nossa equipe na zona. Estamos vendo uma melhora que nos permite deixar que a nova ajuda humanitária e comida entrem", acrescentou.

Sheeran explicou que o Programa Mundial de Alimentos distribuirá hoje no Haiti um total de 180 mil refeições prontas, das quais 75% irão para a capital e o resto para outros pontos do país.

O PMA espera poder distribuir na próxima semana dez milhões de rações do tipo para assim conseguir satisfazer as necessidades alimentícias de dois milhões de pessoas nos próximos 30 dias.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro Jean Max Bellerive disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE mcs/rr

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