Genebra, 6 fev (EFE).- A população inteira da conflituosa região de Vanni, norte do Sri Lanka, depende completamente da assistência alimentícia para sua sobrevivência, revelou hoje o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas.

A crise alimentar explodiu por causa de contínuos deslocamentos maciços, inundações e perda dos cultivos, declarou a porta-voz do PMA, Emilia Casella.

O Exército cingalês intensificou nas últimas semanas sua ofensiva contra a guerrilha dos Tigres pela Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), da qual arrebatou suas fortificações mais importantes e encurralou em uma região do norte do país.

"Os meios de subsistência estão praticamente perdidos, o que piorou a insegurança alimentar. O povo esgotou todas as possibilidades que tem para enfrentar esta situação", explicou a porta-voz.

Desde setembro, o PMA enviou 11 comboios à zona do conflito, "o que basicamente permitiu manter vivas 230.000 pessoas neste período", destacou.

Emilia acrescentou que seu organismo tentou fazer chegar ontem à zona de conflito um novo comboio com ajuda, depois que as autoridades ofereceram abrir uma "janela humanitária" de quatro horas que permitiria a passagem de carga e pessoal de socorro.

No entanto, o comboio finalmente não recebeu autorização, assinalou a porta-voz do PMA, que não pôde dizer se foram os combatentes rebeldes ou o Exército cingalês que negaram a entrada.

EFE is/ma

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