Pleito legislativo começa com atrasos na Argentina

Buenos Aires, 28 jun (EFE).- A impontualidade das autoridades eleitorais e o mau tempo fizeram as eleições legislativas da Argentina começarem hoje com atrasos em algumas seções.

EFE |

Cerca de 28 milhões de argentinos deverão ir às urnas em todo o país renovar metade das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados (Baixa) e um terço das 72 vagas do Senado.

O pleito é importante porque está em jogo a maioria que o Governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner tem no Parlamento. A votação também difinirá o mapa político do país nas eleições presidenciais de 2011 e os novos ocupantes das Assembleias Legislativas provinciais e municipais.

"Vivo este dia como bom democrata, como somos todos os argentinos", declarou o ex-chefe de Estado Néstor Kirchner, marido de Cristina, depois de votar como principal candidato governista a deputado pela província de Buenos Aires, o maior distrito eleitoral do país.

Kirchner, que está colocando em risco sua liderança no Partido Justicialista (Peronista), disse que ter "esperanças de consolidar a transformação do país".

Esta é a primeira vez que Kirchner vota na província de Buenos Aires, para onde transferiu seu domicílio para poder ser candidato, já que é oriundo de Santa Cruz.

"Agora vou descansar, almoçar e esperar Cristina (Fernández), que vota" em Río Gallegos, capital de Santa Cruz, declarou o ex-chefe de Estado.

Numa escola nos arredores da capital argentina, sobravam os componentes de mesa que faltavam em vários distritos vizinhos, aparentemente por erros na organização do pleito.

As autoridades de saúde, por sua vez, aconselharam as pessoas a fugir das aglomerações. A recomendação foi feita para evitar o alastramento da gripe suína, que matou 26 pessoas e contaminou outras 1.587 no país, segundo os últimos números oficiais.

Nas mesas eleitorais da província de Buenos Aires, que concentra os casos da doença, foi disponibilizado álcool em gel para colar os envelopes de votação sem a necessidade de usar saliva.

O Governo também instalou cerca de 100 câmeras de vídeo como medida de segurança e forma de garantir a "transparência" das eleições. EFE alm/sc

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