Plataforma acidentada naufraga no golfo do México

Por Bruce Nichols e Anna Driver HOUSTON (Reuters) - Uma plataforma de petróleo onde 11 operários desapareceram após uma explosão naufragou na quinta-feira na costa da Louisiana (sul dos EUA), disse sua operadora, a Transocean.

Reuters |

A plataforma flutuante Deepwater Horizon submergiu às 10h21 (12h21 em Brasília), e a Guarda Costeira disse ter sido informada de que o incêndio a bordo foi extinto.

Vários navios, helicópteros e aviões buscavam pelos desaparecidos no golfo do México, e alguns aviões serão mobilizados para irem até a região do naufrágio 68 quilômetros a sudeste de Venice, na Louisiana, para confirmar os relatos.

A plataforma extraía petróleo para a empresa BP, com 126 trabalhadores embarcados, quando uma explosão deu origem a um incêndio, por volta de 22h de terça-feira (0h de quarta em Brasília). Dos 115 que conseguiram escapar, 17 foram levados de helicópteros para hospitais da região de Nova Orleans.

"Posso confirmar que afundou", disse Guy Cantwell, porta-voz da Transocean. Funcionários disseram que havia preparativos para controlar o derramamento de óleo e limpar a área atingida.

A Deepwater Horzion entrou em operação em 2001, e era alugada pela BP ao custo de mais de meio milhão de dólares por dia, segundo a empresa responsável.

As autoridades dizem que ainda há esperanças de encontrar sobreviventes longe do local da explosão, arrastados pelas correntes marítimas.

Há menos de três semanas, o governo dos EUA apresentou planos para limitar a expansão de plataformas marítimas de gás e petróleo.

A Transocean, com sede em Zug, na Suíça, é a maior fornecedora mundial de plataformas marítimas de perfuração. A BP, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, tem importantes operações no golfo do México.

O acidente na plataforma não afetou o preço do petróleo, porque o poço não estava em modo operacional. As ações da Transocean tiveram queda de 0,50 dólar, sendo cotadas a 89,97 na Bolsa de Nova York. As ações da BP tiveram queda de 0,63 dólar, negociadas a 59,45.

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