Planos de McCain e Obama contra crise centram debate de hoje

Macarena Vidal. Hempstead (EUA), 15 out (EFE).- A economia, que tomará conta do debate de hoje entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, já é o tema principal das eleições americanas, e os dois políticos já apresentaram seus respectivos planos para convencer os indecisos.

EFE |

Obama e McCain ficarão frente à frente pela última vez antes do dia da votação, em 4 de novembro, no debate desta quarta-feira às 22h (Brasília) na Universidade de Hofstra, em Hempstead, no estado de Nova York.

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) advertiu que ainda levará um tempo até que a economia se recupere, ainda que os mercados se estabilizem.

Ambos os candidatos apresentaram nos últimos dias seus planos de ação para a economia e os defenderão diante de um público de dezenas de estudantes, 3.300 jornalistas credenciados e milhões de telespectadores.

O programa do republicano John McCain, calculado em US$ 52,5 bilhões, prevê cortes de impostos para manutenção do seguro desemprego, assim como aumentar a quantia que um contribuinte pode deduzir dos impostos por prejuízos na Bolsa.

Já o democrata Barack Obama também propõe redução dos impostos ao seguro desemprego, mas inclui também um aumento desses pagamentos e o congelamento, durante 90 dias, da execução de hipotecas em certos bancos.

Os dois candidatos sabem que muita coisa está em jogo neste debate, que pode ser decisivo. A princípio, Obama parte em melhor posição.

As pesquisas dão ao democrata uma vantagem superior aos sete pontos e, na última delas, divulgada pelo jornal "The New York Times" e pela rede de televisão "CBS", Obama aparece 14 pontos na frente (53% contra 39%).

Os números apontam que os americanos acreditam que Obama tem mais capacidade de enfrentar os problemas econômicos.

Até agora, o candidato democrata venceu os dois debates anteriores, segundo as pesquisas. No entanto, precisa manter o nível para convencer o eleitorado de que é a melhor opção. Qualquer gesto ou palavra inadequada pode representar um duro tropeço.

Já McCain aposta tudo no debate, pois é sua última oportunidade de dar uma reviravolta em sua situação.

Conforme declarou à Agência Efe o secretário do Departamento de Comércio americano, Carlos Gutiérrez, McCain se concentrará em explicar ao eleitor por que é o melhor para enfrentar a crise financeira.

"Está claro que nos próximos 12 ou 24 meses, teremos que tomar decisões difíceis. McCain tem a experiência, o estilo e a coragem necessários para tomar decisões difíceis quando for preciso", destacou Gutiérrez.

O próprio candidato republicano advertiu que, além de promover seu plano econômico, está disposto a atacar seu oponente.

Ele reiterou ainda que citará a ligação de Obama com William Ayers, hoje um professor universitário e antigo membro do grupo Weather Underground, que nos anos 60 colocou bombas no Pentágono e em outros edifícios governamentais.

Nos debates anteriores, McCain não fez referência a essa conexão, que tanto ele quanto sua companheira de chapa, Sarah Palin, comentaram em diversos comícios e sua campanha explorou em uma série de anúncios.

O debate desta noite será moderado pelo jornalista da "CBS" Bob Schieffer e, ao contrário dos anteriores, nele os candidatos estarão sentados em torno de uma mesa, formato pensado para aumentar a interação entre eles.

Cada pergunta do moderador deverá ser respondida em no máximo dois minutos por cada candidato, após o que haverá cinco minutos para possíveis réplicas ou respostas mais precisas caso o moderador exija. EFE mv/rb/rr

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