Paris, 17 ago (EFE).- As forças russas de manutenção da paz poderão patrulhar vários quilômetros fora da Ossétia do Sul e dentro do território georgiano, em virtude do acordo de cessar-fogo assinado pela Rússia e Geórgia, segundo esclareceu a Presidência francesa que atuou de mediadora no conflito.

Na quinta-feira passada o presidente francês, Nicolas Sarkozy, enviou uma carta a seu colega georgiano, Mikhail Saakashvili, com detalhes do acordo concluído dois dias antes, segundo confirmou este fim de semana um comunicado do Palácio do Eliseu.

As precisões dadas por Sarkozy se referem ao quinto ponto do plano de paz, ponto que contemplava para os russos "medidas adicionais de segurança" na Ossétia do Sul, uma vez que se retirassem suas forças de invasão.

As chamadas "forças russas de pacificação" e só elas poderão patrulhar vários quilômetros dentro do território georgiano limítrofe com a Ossétia do Sul, mas sempre fora dos principais centros urbanos.

O resto das forças russas deverão se retirar às posições que ocupavam antes do começo das hostilidades no dia 7 de agosto, como estipula o quinto ponto do protocolo de trégua aceito pelas duas partes.

O desdobramento de "pacificadores" russos em território georgiano só será permitido nos arredores da Ossétia do Sul e em nenhuma outra parte da Geórgia, esclarece a carta enviada por Sarkozy.

Além disso, será "provisório", em espera do estabelecimento o mais rápido possível de um "mecanismo internacional" de verificação cuja natureza e mandato estão sendo discutidos na Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (Osce), a União Européia e as Nações Unidas.

Sarkozy detalha em sua carta que as forças russas poderão atuar "em uma região de uma largura de vários quilômetros a partir do limite administrativo entre Ossétia do Sul e o resto da Geórgia, região na qual não será incluído nenhum centro urbano significativo - e penso em particular (acrescenta o presidente francês) - na cidade de Gori". EFE jms/ma

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