SÃO PAULO - O Plano de Macrozoneamento Econômico Ecológico da Amazônia, apresentado nesta quarta-feira pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, aprovou alguns projetos de infraestrutura, mas impôs restrições à agroindústria.

O documento, que será sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preserva obras contempladas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), um milionário pacote de projetos de infraestrutura do Governo, mas impõe uma zona de proteção ambiental de 1.700 quilômetros.

A medida foi tomada para evitar o desmatamento no sul da Amazônia e cumprir compromissos ambientais assumidas junto às Nações Unidas.

Entre as obras avalizadas pelo plano de preservação estão as hidroelétricas do Rio Madeira, perto da fronteira com a Bolívia, e a estrada Transoceânica, que unirá o Oceano Atlântico com o Pacífico, no Peru, além da pavimentação de estradas locais.

As medidas não impedirão a produção pecuária, mas buscarão reduzir as áreas destinadas à atividade, assim como à mineração, enquanto fortalecerão a piscicultura e o turismo ecológico.

A Zona Franca de Manaus será mantida, e serão criadas outras áreas semelhantes perto das fronteiras com os países vizinhos.

O texto recebeu a aprovação dos Governos dos nove estados da Amazônia brasileira e agora será analisado pelo Governo Federal. EFE wgm/fm

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