Plano defende leve corte de tropas no Iraque e reforço no Afeganistão

O governo americano deverá fazer apenas modestos cortes em suas tropas estacionadas no Iraque, nos primeiros meses de 2009, de acordo com um plano apresentado ao presidente George W. Bush, no qual também se recomenda aumentar as forças no Afeganistão, disseram funcionários do Departamento da Defesa, nesta sexta-feira.

AFP |

Um alto funcionário da pasta confirmou que o plano reduziria o número de brigadas de combate no Iraque de 15 para 14 e que o efetivo total no país diminuiria em cerca de 8.000 homens, em março.

"Haverá uma redução de mais de 7.500 homens, que se fará efetiva quando as unidades tiverem cumprido suas missões, até o início do ano que vem. A principal unidade (uma brigada de combate) partirá sem ser substituída, em meados de janeiro", disse um oficial militar, que pediu para não ser identificado.

Os comandantes americanos no Iraque pediram cautela no corte do contingente de força de 146.000 homens, preocupados com que as condições continuem frágeis, apesar dos grandes avanços obtidos, segundo eles, em matéria de segurança.

Já o presidente da Junta de Comandantes-em-Chefe, almirante Michael Mullen, enfatizou a necessidade de se fortalecer as tropas da ONU e da Otan no Afeganistão, país onde as condições se deterioraram diante do ressurgimento dos talibãs.

Um dos principais comandantes americanos no Afeganistão disse hoje que será preciso enviar mais tropas e outros recursos para uma ofensiva de inverno (no hemisfério norte) contra os insurgentes, que parecem estar se preparando para o inverno no Afeganistão com um contingente significativo, pela primeira vez.

"Acredito, firmemente, que o nível de atividades significativas, talvez violentas, possa ser mais alto do que em qualquer outro inverno desde 2002", declarou o general Jeffrey Schloesser, em videoconferência, do Afeganistão.

jm/tt

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