Plano de Obama incluirá US$ 300 bilhões em cortes de impostos

Washington, 5 jan (EFE).- O plano econômico que vem sendo elaborado pelo presidente eleito Barack Obama e pelos congressistas democratas incluirá reduções de impostos no valor de US$ 300 bilhões, o qual poderia atrair o apoio dos republicanos, informou hoje o The Wall Street Journal (WSJ).

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Obama, que chegou ontem a Washington, prevê começar hoje as reuniões com dirigentes do Congresso, aos quais pediu que aprovem seu plano de estímulo econômico e o deixem pronto para ser promulgado assim que ele iniciar seu mandato, em 20 de janeiro.

A economia dos Estados Unidos está em recessão desde dezembro de 2007 e, desde junho do ano passado, cresceram as demissões, as execuções de hipotecas, e as quebras de indústrias, bancos e empresas de serviços.

Segundo o "WSJ" "a magnitude dos cortes de impostos propostos, que representariam ao redor de 40% do plano de estímulo - cujo total pode chegar a cerca de US$ 775 bilhões em dois anos -, é maior do que o antecipado por ambos partidos no Congresso".

Essa redução - acrescentou o jornal -, "tornaria mais fácil convencer os republicanos, para os quais toda proposta deveria se apoiar mais em corte de impostos que em aumento da despesa".

Em outubro, o Congresso aprovou e o presidente George W. Bush promulgou um plano de US$ 700 bilhões usados, principalmente, para dar dinheiro aos bancos e para a nacionalização parcial de seguradoras, bancos financeiros e serviços hipotecários.

"As propostas de cortes de impostos de Obama, se aprovadas, podem ter um impacto maior em dois anos do que qualquer uma das reduções que aprovou o presidente Bush nos primeiros dois anos de sua administração", diz o jornal.

"A maior parcela do corte de impostos no novo plano envolveria cortes para as pessoas que pagam impostos de renda ou podem solicitar um crédito sobre renda, o que aponta a diminuição no impacto dos impostos sobre os salários para os trabalhadores de renda baixa e moderada", acrescentou a matéria do "WSJ". EFE jab/jp

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