Plano ambiental ousado reduziria gastos com saúde, diz estudo

(embargada até 21h01 de Brasília) Bruxelas, 1 out (EFE).- Relatório divulgado hoje por entidades ambientais disse que se a União Européia (UE) reduzir as emissões de CO2 acima do índice previsto até 2020, os sistemas de saúde nacionais poderiam ter uma economia de até 25 milhões de euros.

EFE |

O estudo foi elaborado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), a Aliança Européia de Saúde e Meio Ambiente e a Rede Européia de Ação sobre o Clima.

Segundo o relatório, esta economia seria alcançada caso os membros da UE reduzam em 10% a mais do que o previsto as emissões de CO2 para 2020.

A medida beneficiaria os sistemas de saúde ao reduzir os gastos com tratamentos e internações. Além disso, seriam evitadas, nestes países, muitas das 369 mil mortes causadas pela poluição do ar.

O ponto de partida do estudo foi o cenário previsto pela UE, no qual a redução em 20% das emissões de CO2 até 2020 permitiria a economia de 51 milhões de euros nos gastos com saúde.

O bloco europeu se mostrou favorável ao aumento desta meta para até 30%, desde que outros países industrializados assumam compromissos similares.

O relatório também disse que seriam reduzidos em 150 mil os anos de vida perdidos em conseqüência de problemas no meio ambiente, além de causar 5.300 menos casos de bronquite crônica e 2.800 internações.

"Estes dados demonstram que a ação para controlar o aquecimento global através da redução das emissões de gases fornece grandes benefícios à saúde. A UE deve mostrar liderança neste aspecto no futuro", disse Genon Jensen, diretor-executivo da Aliança para a Saúde e o Meio Ambiente. EFE mb/plc

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