Planetas fora do Sistema Solar podem ter vapor de água

(embargada até as 16h de Brasília de hoje) Londres, 10 dez (EFE).- Cientistas americanos encontraram indícios que apontam a existência de vapor de água em um Júpiter quente -nome dado a planetas gigantescos de gás, fora do Sistema Solar, que giram muito próximos a suas estrelas-, publica hoje a revista Nature.

EFE |

Carl Grillmair, do Instituto Tecnológico da Califórnia, e Drake Deming, do Centro Goddard de vôos espaciais da Nasa, ambos nos EUA, analisaram o espectro infravermelho do planeta "HD189733b", um dos mais estudados por ser mais facilmente observável da Terra.

Esse planeta, um dos aproximadamente cinqüenta extra-solares conhecidos como "Júpiteres quentes", arde devido a sua veloz e próxima rotação ao redor de sua estrela, a cada dois dias aproximadamente.

Os astrônomos predisseram que este tipo de planetas gasosos, que não podem ser vistos diretamente e se estudam pela análise de suas atmosferas, conteriam vapor de água.

No entanto, achar provas disso não é fácil, e estudos anteriores levantaram dados contraditórios.

Os cientistas cuja investigação encontrou traços de absorção de água no espectro de emissão do planeta (que é quando os átomos e as moléculas de um gás quente emitem luz a determinadas longitudes de onda, com a produção de linhas brilhantes), o que indica a presença de vapor atmosférico.

Os astrônomos estudam os espectros -tanto de emissão como de absorção- para averiguar características dos corpos celestes, como sua composição, sua temperatura, sua densidade e seu movimento.

Os autores do estudo destacam a importância de validar e delimitar os modelos que se aplicam ao estudo dos "Júpiteres quentes", já que são astros que, não podendo ser vistos diretamente, se estudam a partir de deduzir informação sobre suas atmosferas observando um subconjunto delas que transitam, ou passam em frente a suas estrelas, desde o ponto de vista da Terra.

Um "Júpiter quente" é um tipo de planeta extra-solar cuja massa está próxima, ou, ainda, excede a de Júpiter - maior corpo celeste do Sistema Solar depois do sol -, mas, ao contrário deste, gira em um raio mais próximo a sua estrela-mãe.

No início de 2007, o telescópio espacial da Nasa Spitzer tornou-se o primeiro a analisar a luz de dois "Júpiteres quentes" em trânsito, "HD 189733b" e "HD 209458b".

Calcula-se que aproximadamente 50 entre os mais de 200 planetas conhecidos fora de nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas, são do tipo "Júpiter quente". EFE jm/jp

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