Planaltos do sul de Marte estiveram recobertos de água

Grande parte dos planaltos do sul de Marte esteve debaixo dágua durante milhões de anos, gerando-se, em teoria, as condições ambientais para criar a vida, segundo estudo publicado na revista britânica Nature.

AFP |

Restos de filossilicatos, minerais do tipo das argilas que sofreram a ação química da água, foram observados por um instrumento da sonda americana Mars Reconnaissance Orbiter em milhões de pontos do sul do planeta, em dunas, vales ou em crateras, precisaram os autores do estudo, da Universidade Brown (Rhode Island, Estados Unidos).

"Os resultados demonstram uma rica diversidade do entorno, que permitiria eventualmente a vida, na era Noachiana" há entre 4 bilhões e 600 e 3 bilhões e 800 milhões de anos, concluíram os cientistas.

"A água teve que agir nestes minerais (os filossilicatos) em profundidade, para que pudéssemos descobrir os restos observados" pela sonda, estimou em comunicado o chefe da equipe John Mustard, professor de geologia planetária.

Os filossilicatos se formaram em temperaturas relativamente baixas, de 100 a 200 graus Celsius, o que pode significar que a superfície de Marte, além de úmida, era relativamente temperada.

A presença de água em Marte em outra era já havia sido comprobada em várias ocasiões graças a robôs levados à superfície do planeta vermelho e a observações das sondas em órbita.

Em relação ao desaparecimento destes oceanos, que teriam recoberto alguns planaltos de Marte, os cientistas estimam que foi por culpa da degradação da atmosfera e da conseqüente evaporação da água no espaço.

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