PKK nega estar por trás do atentado em Istambul

ISTAMBUL - O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) negou hoje estar por trás do atentado em Istambul, apesar de as autoridades turcas terem indicado a responsabilidade desse grupo pelos ataques.

EFE |

Duas bombas deixaram neste domingo 17 mortos e mais de cem feridos em um bairro operário de Istambul, em um atentado que teve a condenação de todos os grupos políticos do país, dos islamitas moderados aos nacionalistas curdos.

Zübeyir Aydar, um dos dirigentes do PKK na Europa e citado pela agência de notícias pró-curda "Firat", desvinculou nesta segunda-feira sua organização do atentado e o condenou.

Muitos veículos de comunicação da Turquia especularam hoje a possibilidade de que o ataque terrorista seja uma resposta do PKK às operações militares contra as bases do grupo no norte do Iraque.

Após ser perguntado se o PKK estava por trás do atentado deste domingo à noite, o governador de Istambul, Muammer Güler, afirmou que "parece ter relação com a organização separatista (PKK)".

"Estamos trabalhando nisso e esperamos ter resultados o mais rápido possível", acrescentou, em declarações à agência de notícias "Anadolu".

As explosões de domingo ocorreram no mesmo dia em que o Exército turco lançou um novo ataque contra posições do PKK no norte do Iraque, e que um pequeno grupo de rebeldes curdos tentou atacar - sem sucesso - uma delegacia na província de Bingöl.

Desde que o governo turco concedeu ao Exército a possibilidade de realizar operações além das fronteiras no norte do Iraque contra o grupo armado curdo, em novembro do ano passado, as incursões aéreas e os bombardeios ocorrem periodicamente. Esta permissão governamental tem validade de um ano.

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