PKK diz que não libertará turistas alemães caso Berlim não mude sua política

Ancara, 10 jul (EFE).- O ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou hoje que não libertará os três turistas alemães seqüestrados esta quarta-feira no monte Ararat, no extremo leste da Turquia, caso Berlim não pare de perseguir a organização na Alemanha.

EFE |

O PKK é proibido na Alemanha desde 1993 e, embora oficialmente a organização tenha sido dissolvida em 2002, ainda hoje são realizados atos no país contra grupos considerados simpatizantes ao partido.

"Não sentimos inimizade pelo povo alemão, e os detidos estão sendo bem tratados. Não vamos libertá-los até que o Governo alemão faça uma declaração na qual anuncie que suspendeu suas políticas hostis contra o PKK", diz a organização em comunicado emitido pela agência pró-curda "Firat".

"Os três cidadãos alemães foram detidos em 9 de julho no monte Ararat. Estão em bom estado de saúde, mas para sua segurança as operações das forças turcas devem cessar", acrescenta o PKK na nota.

Um porta-voz do Ministério de Exteriores alemão assinalou hoje, em Berlim, que "o gabinete de crise se esforça intensamente para buscar uma solução para o caso", embora não quisesse dar detalhes sobre a atual situação.

Os três seqüestrados são oriundos da Baviera e haviam previsto voltar nesta sexta-feira à Alemanha, segundo a agência SEB-Tours, com a qual organizaram a viagem.

Na imprensa alemã especula-se que o seqüestro possa ter sido efetuado como resposta à recente proibição de uma rede de televisão curda na Alemanha.

Em maio passado, o Ministério do Interior proibiu, na Alemanha, as transmissões da "Roj TV", uma rede de televisão com sede na Dinamarca, com o argumento de que suas idéias simpatizam com as do PKK.

Após o seqüestro de três alpinistas alemães, as autoridades turcas proibiram provisoriamente que outras pessoas subam ao monte Ararat.

Os três montanhistas, que integravam um grupo de 13 alemães, foram seqüestrados por cinco militares armados do PKK quando estavam em uma base na colina da montanha, a 3,2 mil metros de altitude.

Mehmet Cetin, governador da província onde fica o monte Ararat, disse que a área está fechada aos visitantes e que esta decisão será revisada depois que os reféns forem libertados. EFE dt/fh/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG