PKK assume autoria de explosão em oleoduto na Turquia

Istambul, 7 ago (EFE) - O grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) reivindicou hoje a responsabilidade pela explosão que afetou, na terça-feira passada, o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC), na província turca de Erzincan, e que provocou um incêndio que só foi controlado hoje. Segundo a agência Firat, próxima ao PKK, o grupo guerrilheiro se atribuiu a sabotagem da instalação, que causou uma explosão e um forte incêndio, o que originou a interrupção do bombeamento de petróleo no oleoduto, que, com 1.768 quilômetros de comprimento, é o segundo mais longo do mundo.

EFE |

Após a explosão, as autoridades regionais turcas e a companhia petrolífera estatal BOTAS descartaram a possibilidade de um atentado e atribuíram o fato a uma falha no encanamento.

No entanto, o PKK, classificado como um grupo terrorista por União Européia (UE), Estados Unidos e Turquia, reivindicou o ataque, mas não alegou motivos que justificasse a ação, apesar de, anteriormente, já ter cometido atentados contra linhas de energia que ligam Turquia e Irã.

O BTC, que fornece petróleo do Mar Cáspio aos mercados europeus, demorará uma semana para ser colocado novamente em funcionamento, informaram hoje à imprensa turca fontes da companhia inglesa British Petroleum (BP), uma das acionistas da infra-estrutura.

No entanto, o fornecimento de petróleo continuou de forma ininterrupta graças às reservas existentes no porto de Ceyhan, onde termina o oleoduto.

O PKK pegou em armas em 1984 para exigir a independência dos 12 milhões de curdos que vivem na Turquia e, desde então, mais de 35 mil pessoas morreram nos confrontos entre os rebeldes curdos e as forças de segurança turcas. EFE amu/db

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