Os piratas somalis capturaram dois cargueiros nesta terça-feira, deixando claro assim que as recentes operações militares francesa e norte-americana não diminuíram a ousadia dos criminosos que atacam as embarcações que navegam ao longo da costa da Somália.

"Posso confirmar que um segundo cargueiro, o 'Sea Horse' foi capturado", indicou a porta-voz da base naval da Otan, em Northwood (Inglaterra), Shona Lowe.

Alguns piratas com "três ou quatro embarcações" sequestraram um cargueiro com a bandeira de Togo, indicou.

Pouco antes, os piratas haviam se apoderado do cargueiro grego "Irene EM", de bandeira de São Vicente e Granadinas, com seus 22 tripulantes filipinos.

"Foi capturado no início da manhã", declarou Andrew Mwangura, do Programa de Ajuda aos Navegantes na África Oriental, com sede no Quênia.

Este barco de 35.000 toneladas pertence à companhia marítima grega Chian Spirit Maritime Enterprises Ltd, informou a Marinha Mercante da Grécia.

O terceiro barco, o "Panamax Anna", de bandeira maltesa e de propriedade da mesma companhia, conseguiu evitar o ataque de seis piratas, segundo Mwangura.

Com esses sequestros, o número de barcos sequestrados pelos piratas chega a dez neste mês, o que reflete a sua disposição em ignorar as ameaças de ataque por parte das forças navais mobilizadas na região.

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse estar determinado a lutar contra essa praga, e pediu a cooperação internacional para que os piratas paguem por seus "crimes".

A pirataria se tornou uma das atividades mais lucrativas da Somália, país em guerra civil desde 1991.

Pelo menos 18 barcos e quase 300 tripulantes estão atualmente em poder de diferentes grupos de piratas somalis.

O recrudescimento dos atos de pirataria em 2008 provocou a mobilização de uma grande frota integrada por cerca de vinte navios de guerra sob o comando dos Estados Unidos, da Otan, da União Europeia e de outras potências militares, como China e Rússia.

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