Piratas somalis exigem resgate por capitão americano capturado

Os piratas somalis que mantêm como refém o capitão americano de um navio de carga exigiram um resgate para liberá-lo, informou nesta sexta-feira à AFP Abdi Garad, um dos chefes dos sequestradores, sem especificar a quantia pedida.

AFP |

"Estamos pedindo um resgate para liberar o capitão", disse Garad por telefone de Eyl, um refúgio pirata no norte da Somália.

Garad avisou que não vai aceitar enganação: "Estamos em condições de defender nossa equipe e se os americanos tentarem nos enganar terão consequências negativas".

Os piratas atacaram quarta-feira o cargueiro de 17,5 toneladas 'Maersk Alabama', de propriedade dinamarquesa e bandeira americana, com 20 tripulantes americanos a bordo. Os marinheiros recuperaram o controle da embarcação, mas os piratas conseguiram reter o capitão em um bote salva-vidas.

Enquanto o pirata pedia o resgate, a imprensa informou que o capitão havia tentado fugir.

O capitão Richard Phillips conseguiu pular no mar durante a noite e tentou nadar até o navio americano 'USS Bainbridge', que está nas proximidades, mas os piratas conseguiram recapturá-lo, destacaram três canais de televisão.

Phillips, por sua vez, virou o novo herói dos americanos. Parentes, colegas e a imprensa americana redobram os elogios ao marinheiro que, aparentemente, se ofereceu voluntariamente como refém para salvar as demais pessoas que estavam sob seu comando e por sua tentativa de escapar.

"Ele está preocupado com sua tripulação e seu barco", afirmou sua irmã, Lea Coggio. "Richard é assim mesmo", acrescentou, em declaraçoes ao canal CBS.

Funcionários militares dos Estados Unidos disseram à CNN que Phillips estava bem e que os piratas não o feriram ao frustrar sua tentativa de fuga.

O Exército dos Estados Unidos informou ainda que está enviando mais forças à região do Chifre da África.

Com três navios e cerca de mil homens, a Marinha americana (US Navy) lidera uma força tarefa, com a participação de mais de 20 países, para combater a pirataria no Golfo de Aden.

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, manifestou sua "profunda preocupação" com o ataque pirata a um navio americano, e conclamou uma ação internacional contra a pirataria.

"Estamos profundamente preocupados e acompanhamos isto muito de perto", revelou Hillary Clinton em Washington, após um encontro com o ministro marroquino de Relações Exteriores, Taieb Fassi-Fihri.

Os atos de pirataria a partir da costa da Somália, país em guerra civil desde 1991, atingiram mais de 130 navios no ano passado, segundo o Bureau Marítimo Internacional.

Por outro lado, um refém do veleiro francês "Tanit", capturado no sábado passado por piratas somalis, morreu, e os outros quatro, entre eles a criança, foram resgatados sãos e salvos durante uma operação militar conduzida nesta sexta-feira pelo Exército da França, anunciou nesta sexta-feira a presidência francesa.

Negociações haviam sido iniciadas na quinta-feira para "convencer os piratas a desistirem de seu projeto criminoso", mas "as ameaças foram ficando mais precisas, com os piratas rejeitando as propostas, e foi decidida uma operação0 de resgate dos reféns", explicou a presidência.

"Infelizmente, um refém morreu durante a operação. Os outros quatro, inclusive a criança, estão sãos e salvos. Dois piratas morreram, e os outros três foram detidos", destacou.

O veleiro francês "Tanit" fora capturado no golfo de Aden sábado passado, com quatro adultos e uma criança a bordo.

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