Piratas somalis culpam advogado por atraso em liberação de navio

Kiev, 18 dez (EFE).- Os piratas somalis que mantêm seqüestrado há quase três meses o navio ucraniano Faina acusaram um advogado londrino de prolongar intencionalmente as negociações para sua liberação, informou hoje a agência de notícias da Ucrânia Unian.

EFE |

"Tudo isso é um jogo político. As negociações se mantêm por mediação de um advogado londrino. Esse jurista as estendem e ganham dinheiro. Quanto mais durem as negociações, quanto mais permaneça parado o navio, mais elevado serão os honorários dos advogados", disse à "Unian" um das piratas.

Segundo ele, "o advogado já tem os US$ 3 milhões do resgate e até mais, e que simplesmente não quer soltá-los".

De acordo com o pirata, que na véspera entrou em contato com a agência ucraniana, os advogados conduzem paralelamente outros 20 casos de pirataria e afirmou que "se trata de toda uma rede de corrupção".

Fora isso, frisou que tanto os piratas como a tripulação do Faina, que transporta em seu bagageiro 33 tanques de combate T-72, lança-granadas, sistemas de defesa antiaérea e munição, já estão há vários dias sem comida.

O Faina, seqüestrado em 25 de setembro perto do litoral da Somália, se encontra sob a observação de três navios americanos, cuja tarefa é a de evitar a descarga do armamento. EFE bk/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG