Piratas somalis concordam em libertar navio ucraniano seqüestrado

Nairóbi, 30 nov (EFE) - Piratas somalis chegaram a um acordo para liberar o navio ucraniano Faina, que seqüestraram quando este transportava um carregamento de armas, disse à Agência Efe Andrew Mwangura, diretor do Programa de Assistência Marítima (PAM), que tem sua sede no porto queniano de Mombaça.

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Mwangura afirmou que ainda não se sabe quando ocorrerá a libertação do "Faina", que transportava 33 carros de combate e outras armas quando foi seqüestrado, em 24 de setembro.

"A libertação poderia ocorrer dentro de dez ou 20 dias, quando todos os detalhes que dizem respeito ao pagamento do resgate forem decididos", acrescentou.

Após o seqüestro, os piratas exigiram um resgate de US$ 20 milhões, "número que não sabemos se abaixaram nos últimos dias", disse o diretor do PAM.

O seqüestro do navio ucraniano e de seus 20 tripulantes, dos quais 17 eram ucranianos, dois russos e um letão, gerou grande polêmica devido às versões sobre o destino do armamento.

Enquanto o Quênia afirma que são para seu Exército, outros, entre eles o próprio Mwangura, disseram que se dirigia ao sul do Sudão.

Esta possibilidade gerou um questionamento sobre o Governo queniano, que atuou como mediador do acordo de paz de 2005 que colocou fim à guerra entre o Governo de Cartum e os rebeldes do sul sudanês, que agora governam essa região autônoma.

Mwangura ficou detido por vários dias por fornecer "informação alarmante" aos meios de comunicação, ao afirmar que as armas iriam para o Sudão, e foi libertado após pagar uma fiança.

"Agora, a recuperação do armamento é um tema crucial", disse Mwangura, que acrescentou que é possível que, após ser libertado, o navio "se dirija com toda a carga rumo a Mombaça".

A possível liberação do "Faina" encerraria o episódio de um dos principais seqüestros realizados por piratas somalis, que ainda mantêm em seu poder 19 embarcações e negociam seus resgates.

Entre os navios que permanecem seqüestrados está o petroleiro saudita "Sirius Star", com capacidade para dois milhões de barris de petróleo, a maior embarcação capturada pelos piratas somalis.

As águas da Somália e do Golfo de Áden, que dá acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez, se transformaram nas mais perigosas do mundo e levaram diversos navios a deslocar suas rotas ao Cabo da Boa Esperança, muito mais longas, porém mais seguras. EFE pa/ab/db

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