Piratas somalis assumem seqüestro de pesqueiro chinês

(atualiza com autoria do seqüestro e outros detalhes) Pequim, 14 nov (EFE).- Piratas somalis assumiram hoje a autoria do seqüestro do navio pesqueiro chinês Tanyo 8 e asseguraram que os 24 marinheiros que estavam a bordo serão castigados segundo a lei do país, informou hoje a agência Xinhua.

EFE |

Segundo os piratas, o navio trabalhava ilegalmente dentro das águas territoriais da Somália.

O chefe da quadrilha, que não se identificou, revelou à rádio "Shabelle" que o seqüestro aconteceu ao sul do porto de Kismayu, a cerca de 500 quilômetros de Mogadíscio, para onde o navio está sendo conduzido, segundo a "Xinhua".

Os seqüestradores disseram que os marinheiros estão bem e que anunciarão depois suas exigências.

Fontes do Ministério de Transporte chinês, que haviam confirmado o seqüestro, ressaltaram que ele aconteceu por volta das 2h de ontem (16h, pelo horário de Brasília) e que o navio trabalhava em águas quenianas.

Segundo o Ministério, 24 marinheiros trabalhavam no navio da companhia Tianjin Ocean Fishing, sendo 15 chineses, quatro vietnamitas, três filipinos, um taiuanês e um japonês.

A "Xinhua" atribuiu os dados ao Ministério de Transportes queniano, o que gerou confusão inicialmente.

Já o coordenador da Associação de Marinheiros do Leste da África em Mombaça, Andrew Mwangura, disse que o seqüestro provavelmente aconteceu em um ponto próximo ao porto de Lamu, no leste do Quênia.

"Não estão claros os motivos, pois é muito estranho que piratas da Somália realizem ataques dentro de águas quenianas", declarou.

Mwangura destacou que os seqüestradores carregavam armas automáticas e granadas.

O seqüestro aconteceu horas depois que um cargueiro russo fugiu de piratas no litoral da Somália após ser atacado com lança-granadas e metralhadoras, disse o jornal "China Daily". EFE ub/fh/jp

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