Piratas somalis ameaçam destruir navio se não houver pagamento de resgate

Mogadíscio, 10 out (EFE).- Os piratas somalis que capturaram há três semanas o cargueiro ucraniano Faina, com 33 tanques e diversos armamentos a bordo, anunciaram hoje que explodirão o navio, sua tripulação e eles mesmos, se não receberem os US$ 20 milhões que exigem para libertá-lo.

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"Se nossas exigências não forem cumpridas em três dias, a partir de amanhã (sábado), explodiremos este navio, sua carga e todos os que estão a bordo, incluindo nós", disse por telefone à Agência Efe Sugule Ali, que atuou de porta-voz do grupo pirata que capturou o "Faina" no dia 25 de setembro.

Segundo as autoridades ucranianas a tripulação do "Faina" é integrada por 17 ucranianos, três russos e um letão. Um dos tripulantes, aparentemente o capitão, Vladimir Kolobkov, de nacionalidade ucraniana, teria morrido de hipertensão arterial pouco depois que as piratas abordaram a nave.

O endurecimento da posição das piratas aconteceu depois de terem dito ontem, quinta-feira, que estavam dispostos a negociar e diminuir o montante do resgate. Versões não confirmadas oficialmente indicam que poderiam aceitar US$ 8 milhões.

O "Faina", de bandeira belizenha e que se dirigia ao porto queniano de Mombaça com uma carga de 33 tanques T-72, lança-granadas e abundante munição está sondado nas cercanias do porto natural de Hobyo, a cerca de 500 quilômetros ao nordeste de Mogadíscio, capital da Somália. EFE aa/ma

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