Moscou - Os piratas somalis que seqüestraram na quinta-feira um navio ucraniano com 33 tanques e 21 marinheiros a bordo querem pedir um resgate, afirmou hoje um membro da tripulação ao diário digital Life.ru.

"Querem entrar em contato com os proprietários do navio para cobrar um resgate. Desconheço o número exato", disse hoje ao jornal digital Victor Nikolski, ajudante do capitão da embarcação ucraniana de bandeira do Belize.

Segundo a imprensa local russa, que cita a "BBC", os piratas estariam dispostos a liberar o navio após o pagamento de US$ 35 milhões.

O marinheiro cifrou em 14 o número de piratas que estão a bordo do navio, que está ancorado perto do litoral somali.

"Perto, há outros dois navios na mesma situação. Também querem falar com os donos", disse, acrescentando que os piratas queriam que a conversa se desenvolvesse só "em inglês".

Nikolski disse que o capitão do navio "sofreu um ataque devido ao aumento da pressão arterial".

"Já falei com os empresários americanos donos de nosso navio, disse que estamos bem", ressaltou.

O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, encomendou aos correspondentes ministérios que tomem medidas urgentes para libertar os marinheiros.

O ministro da Defesa da Ucrânia, Yuri Yekhanurov, confirmou ontem que a embarcação, que se dirigia a Mombaça (Quênia), transporta 33 tanques T-72, lança-granadas e munição.

Segundo a Chancelaria ucraniana, a tripulação do navio é formada por 17 ucranianos, incluindo o capitão, três russos e um letão.

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