Piratas pedem resgate para libertar reféns na Somália

Ancara, 4 nov (EFE).- Os piratas que seqüestraram um navio turco na quarta-feira passada no golfo de Áden, na Somália, exigiram resgate em troca da libertação do navio e de seus 20 tripulantes.

EFE |

Esta informação foi dada hoje à imprensa turca por Fehmi Ulgener, assessor judicial da armadora do navio, Yasa Shipping Company, que disse ter recebido hoje uma mensagem com as reivindicações dos piratas.

Ulgener não quis informar o valor do resgate solicitado pelos seqüestradores.

"Tudo está se desenvolvendo como em casos anteriores. Aconteceram outros 75 seqüestros. Essa experiência nos diz que falta de um mês e meio a dois meses para que tudo se resolva", disse o representante da empresa.

Além disso, acrescentou que está em contato com empresas cujos navios foram seqüestrados, no passado, no Golfo de Áden.

Após o seqüestro, o Ministério de Assuntos Exteriores turco informou à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o ocorrido e solicitou uma operação de resgate para libertar os 20 marinheiros turcos que compõem a tripulação do navio seqüestrado.

"Uma força naval da Otan está na zona, mas não estamos pensando em uma operação militar direta para não arriscar a vida das pessoas a bordo", esclareceu Ulgener.

O seqüestro aconteceu no último dia 29 de outubro, quando um grupo pirata abordou o "M/V Yasa Neslihan", um navio cargueiro de 77 mil toneladas com bandeira das Ilhas Marshall e propriedade de uma companhia turca de comércio internacional, que cobria o trajeto entre Canadá e China. EFE as/fh/jp

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