Nairóbi, 5 fev (EFE).- Piratas somalis ainda mantêm retido o navio cargueiro ucraniano Faina, sequestrado há quatro meses, mas alguns seqüestradores começaram a deixar o navio, informaram hoje à Agência Efe o Programa de Assistência aos Marinheiros (PAM) e a ONG Ecoterra, ambos com sede no Quênia.

As duas organizações afirmam que os piratas receberam um resgate da companhia proprietária do navio e que, após a divisão, alguns deixaram a embarcação, mas outros ainda continuam a bordo.

Andrew Mwangura, diretor do PAM, com sede no porto queniano de Mombaça, disse à Efe que "os piratas estão abandonando o 'Faina' pouco a pouco, em pequenos grupos", mas alguns "ainda permanecem a bordo", apesar da Presidência ucraniana ter anunciado hoje que o navio já tinha sido liberado.

A porta-voz da Presidência ucraniana, Irina Vannikova, disse que o "Faina" foi libertado ontem, "como resultado de uma complicada operação realizada pelos corpos de inteligência da Ucrânia em cooperação com serviços secretos estrangeiros", e que se dirigia ao porto queniano de Mombaça, escoltado por uma embarcação da Marinha dos Estados Unidos.

Ontem, o Governo ucraniano já havia anunciado a iminente libertação do "Faina" e a agência digital "Unian" estimou em US$ 3,2 milhões o resgate que a empresa do navio pagou aos piratas.

No entanto, a Ecoterra afirma que a libertação "ainda não é definitiva", pois alguns piratas permanecem a bordo, e indica que "a informação que circula são bons desejos", em referência às declarações da Presidência ucraniana. EFE pa/an

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